Pessoas queridas, com nossos CORPOS-CABEÇAS preenchidos de gratidão, chegamos aos últimos encontros dessa edição do Grupo de Estudos periodicamente desenvolvido pela Cia Pé no Mundo.
Propondo criar redes e conexões, neste projeto foram realizados 06 encontros de estudos compartilhados abertos gratuitamente ao público, sendo parte integrante do projeto QUEÑUAL – TRAJETÓRIA E CRIAÇÃO, contemplado pela 31a Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Os grupos de estudos da CIA PÉ NO MUNDO são intensivos de práticas corporais e reflexivas. Tendo como metodologia articular momentos de leituras, relacionados aos estudos da cultura, história e relações raciais no Brasil e momentos de estudos de movimentações e técnicas das danças afro-indígenas brasileiras e diferentes danças afro-diaspóricas. Os grupos de estudos estabelecem um paralelo também com artistas da dança intimamente ligados à questão da representatividade negra no cenário da dança contemporânea brasileira e mundial.

Os encontros V e VI, foram realizados em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi e contou com a participação de alunes das turmas de dança e teatro. Desta vez, iniciamos as atividades pelos estudos corporais, com facilitação de Roges Doglas – Diretor, coreógrafo e bailarino da Cia Pé no Mundo. A proposta corporal foi realizar o resgate e aprofundamento dos conteúdos abordados no encontro III: O CABOCLINHO.

Neste encontro, além de revisitar conteúdos relacionados ao ritmo Perré, incluímos também estudos da corporeidade do ritmo Guerra.
Diferentemente do Perré, o andamento musical do Guerra é mais rápido, resultando em movimentações mais aceleradas e através de uma pulsação bastante frenética os movimentos sugerem a ideia de pequenos saltos e livre trânsito entre os níveis alto, médio e baixo.

Como aquecimento reflexivo, na segunda parte deste encontro, Mariana Queen Nwabasili – jornalista, pesquisadora e orientadora de pesquisa teórica da Cia Pé no Mundo, propôs a finalização da leitura do texto: _A Categoria Político-Cultural de Amefricanidade. GONZALEZ, Lélia.
Para continuidade e aprofundamento das reflexões iniciadas no encontro III e IV, recordamos os conceitos:
– Amefricanidade
– Améfrica Ladina
– Neurose cultural – Pretuguês
– Denegação

Seguindo o fluxo dos nossos estudos e aproximações com importantes autores, chegamos então na ideia de transatlanticidade dos negros no Brasil/América, a partir de outra importantíssima referência chamada Beatriz Nascimento.
Maria Beatriz Nascimento, foi professora, historiadora, poeta e roteirista. Importante ativista pelos direitos humanos de pessoas negras e mulheres. Também se destacou por suas pesquisas sobre o protagonismo negro no meio acadêmico.
Brasileira, nascida em Sergipe no dia 12 de julho de 1942, Beatriz Nascimento com expressiva atuação e contribuição ao Movimento Negro, permanece sendo uma das principais referências nos estudos sobre relações raciais no Brasil.
Infelizmente, apesar de tamanha contribuição, Beatriz Nascimento como tantas outras intelectuais negras no Brasil, sofreu durante longos anos com os processos de silenciamento e apagamento de suas importantes pesquisas e realizações.
Maria Beatriz Nascimento, foi assassinada no dia 28 de janeiro de 1995, no Rio de janeiro.

Neste encontro realizamos a apreciação do documentário “Orí” de Beatriz Nascimento. Tendo o Quilombo como pensamento central, “Orí” resgata a trajetória dos movimentos negros surgidos no Brasil nas décadas de 70 e 80.

SEGUIMOS EM MOVIMENTO, CAMINHE CONOSCO!

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